quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Dor

As vezes pensamos que somos os donos do mundo. Principalmente o jovem. Tem quem diga que não somos nada e para provarmos que somos alguma coisa vamos a luta e conseguimos. Quero andar de cabeça erguida novamente, quero poder rir, deitar a cabeça no travesseiro e saber que está tudo no lugar e que o mundo continua girando e seguindo a sua ordem natural. As vezes conseguimos a paz e a tranquilidade apenas em parar e olhar algo belo e perfeito, criações de Deus. Mas essa paz agora não me alcança. Tudo que sinto e pena de mim mesma e ódio por não poder fazer nada. Quem dera pudesse voltar ao passado e fazer tudo outra vez, novamente, denovo. Um amigo me disse para eu não me arrepender do que fiz, mas às vezes é muito dificil estarmos bem conosco pelo simples fato de terfeito algo que não devia ou ter dito não em vez de sim. É simples. Omundo continua a girar e você é apenas alguém que não faz parte dele. Vê de fora, como um expectador, tudo que acontece.
Mas não sozinho. Vira e fala com Deus comentando alguma coisa. Pare e reflita o quão feliz você é só por ter alguém que te ama incondicionalmente, que te abraça e em todos os momentos está contigo onde quer que fores. Nada pode pagar uma presença tão grandiosa como essa na tua vida.
Então olho pra frente e, mesmo vendo tudo desmoronar e estando tudo tão seco, posso ver o agir de Deus em minha vida e sentir novamente a presença Dele perto de mim como que consolando sem palavras. Feliz novamente por estar apto para estar com Ele denovo e sentir esse poder que vem Dele e que você não sentia fazia tanto tempo.... E me sinto agradecida por tudo que está acontecendo em minha vido, por que tudo é pela permissão do Senhor que me tem nas mãos.
Obrigada, Deus, por ainda ter planos para mim...

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Tons de cinza

Por que a vida tem que ser tão difícil? Acho que todos já ouviram aquela famosa frase que diz que não existe apenas preto ou branco, mas diversos tons de cinza.
Que bom seria, não é, se fosse verdade! Tenho pra mim que as coisas seriam muito mais fáceis se pudessemos ser os mais claros possíveis e que uma palavra dada não pudesse ser mais retirada. Eu, por mais puritana que pareça, sempre cumpro minhas promessas e a palavra empenhada. Acho que sempre procuro o que há de melhor nas pessoas e muitas vezes me sinto mal por isso, visto que todos ao meu redor conseguem ver a verdade e eu sou extremamente obtusa quanto a ver a verdade.
Há se eu pudesse...! Tento aconselhar várias pessoas tentando descobrir o que elas sentem de verdade e me engano muitas vezes. Enquanto isso outras pessoa me conhecem mais que eu mesma.
Estou agora envolvida com alguém e é um chove não molha que não tem fim! Estamos a quase um mês só paquerando um ao outro e nada acontece. E se por acaso você estiver lendo isso; saiba que quero muito ficar com você!
Mas mudando de assunto e voltando para o ponto em que começei, a vida seria bem melhor se as coisas fossem mesmo preto no branco. Não teríamos tantas surpresas como temos, em especial as desagradáveis.
Ao ler Lucíola percebi muito isso: a personagem era puta sim, mas era puta porque sua família toda adoeceu e morreu deixando-a com a irmã mas nova. Eis uma puta nobre! É um dos tons de cinza de que eu falava agora a pouco, alguém diria que seria ela uma puta de valor? Não, certamente diriam aqueles que não a conhecessem bem.
O mesmo procede com o assassino que matou apenas para salvar a sua família ou por acidente. Não deixa ele de ser assassino, não é?
Então, que se danem os tons de cinza, eu quero é o preto e o branco!!!!!!!!!

Nindë Ingloriam

terça-feira, 10 de junho de 2008

Fonte de Inspiração

As vezes pensamos em algo e não percebemos o quanto podemos fazer. Estava eu a navegar na net quando me deparei com o blog de uma amiga. Até aquele momento não pensei que ela faria isso. Puxa, um blog! Quase como um diário virtual. Só que quando comecei a ler vi que era sobre filosofia, óbvio, já que ela é uma intelectual. Então resolvi, por motivos plenamente egoístas, fazer um também.
Quer dizer, eu não sou uma pensadora e não colocarei aqui coisas sobre Sartre ou Platão ou Heidegger. Mas sou escritora, não de poema e livros afamados no circulo literário, escrevo sobre pequenas coisas da vida e nunca sequer mostrei aninguém. Sei de todo o lance de licença e todo o resto, mas os contos que colocarei aqui serão apenas para deleite de vocês e, se alguém realmente ler as coisas que postarei aqui, espero que não se importem com a forma prosaica que esses contos forem escritos.
Que o grande mestre Ernest Hemingway me guie!
Até a próxima.

Nindë Inglorian

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Romeu e Julieta, William Shakespeare





"Cena II



'Só ri das cicatrizes quem ferida nunca sofreu no corpo. (Julieta aparece na janela.) Mas silêncio! Que luz se escoa agora da janela? Será Julieta o sol daquele oriente? Surge, formoso sol, e mata a lua cheia de inveja, que se mostra pálida e doente de tristeza, por ter visto que, como serva, és mais formosa que ela. Deixa, pois, de servi-la; ela é invejosa. Somente os tolos usam sua túnica de vestal, verde e doente; joga-a fora. Eis minha dama. Oh, sim! é o meu amor. Se ela soubesse disso! Ela fala; contudo, não diz nada. Que importa? Com o olhar está falando. Vou responder-lhe. Não; sou muito ousado; não se dirige a mim: duas estrelas do céu, as mais formosas, tendo tido qualquer ocupação, aos olhos dela pediram que brilhassem nas esferas, até que elas voltassem. Que se dera se ficassem lá no alto os olhos dela, e na sua cabeça os dois luzeiros? Suas faces nitentes deixariam corridas as estrelas, como o dia faz com a luz das candeias, e seus olhos tamanha luz no céu espalhariam, que os pássaros, despertos, cantariam. Vede como ela apoia o rosto à mão. Ah! se eu fosse uma luva dessa mão, para poder tocar naquela face!'

'Ai de mim!'

'Oh, falou! Fala de novo, anjo brilhante, porque és tão glorioso para esta noite, sobre a minha fronte, como o emissário alado das alturas ser poderia para os olhos brancos e revirados dos mortais atônitos, que, para vê-lo, se reviram, quando montado passa nas ociosas nuvens e veleja no seio do ar sereno.'

'Romeu, Romeu! Ah! por que és tu Romeu? Renega o pai, despoja-te do nome; ou então, se não quiseres, jura ao menos que amor me tens, porque uma Capuleto deixarei de ser logo.

Continuo ouvindo-a mais um pouco, ou lhe respondo?'

'Meu inimigo é apenas o teu nome. Continuarias sendo o que és, se acaso Montecchio tu não fosses. Que é Montecchio? Não será mão, nem pé, nem braço ou rosto, nem parte alguma que pertença ao corpo. Sê outro nome. Que há num simples nome? O que chamamos rosa, sob uma outra designação teria igual perfume. Assim Romeu, se não tivesse o nome de Romeu, conservara a tão preciosa perfeição que dele é sem esse título. Romeu, risca teu nome, e, em troca dele, que não é parte alguma de ti mesmo, fica comigo inteira.'

'Sim, aceito tua palavra. Dá-me o nome apenas de amor, que ficarei rebatizado. De agora em diante não serei Romeu.'"